quarta-feira, 18 de abril de 2007

Mãe Morte

Um nascimento, um beijo da morte.
Quando nascemos acreditamos que somos logo segurados pelos pais, mas o que nos abraça é a morte, e marca-nos com um beijo na testa. Dá-nos a única certeza na vida que é a que vamos morrer.
Quanto tempo temos? Como o vamos aproveitar? Bem?... Mal? …
Seria melhor sabermos o dia em que partimos deste mundo?
Se o soubéssemos, viveríamos sem o pânico de os nossos dias estarem a terminar?
Que faríamos no nosso último dia de vida?
Existirá realmente algo do outro lado?
Será a morte assim tão assustadora para quem morre? Para mim, a morte é difícil para os que ficam…
Já pensaram poderem despedir-se de quem amam se soubessem que tudo isto ia terminar, e em vez de um “adeus” dizermos um “até um dia”?...
Porquê ignorar e odiar a morte, se foi ela que nos amparou à nascença?

2 comentários:

Anónimo disse...

Pois é Ricardo este tema tem muito que se diga...
Sabes... ainda bem que não sabemos o dia que morremos, porque se já existe gente frustrada com a morte, imagina se soubessem o dia que iriam morrer...
A morte é dolorosa para quem fica, eu falo por experiência própria, mas sabes?? o pior para mim não é a noticia de que a pessoa morreu, mas sim a saudade que depois vamos tendo ao longo dos nossos dias... essa sim é dolorosa! Pois temos que nos ir mentalizando que aquela pessoa que partiu já não voltará mais, e temos que ter todos os dias cabela erguida e sempre sorriso no rosto, e dar muita, mas muita força às pessoas que estão vivas... porque essas sim vão necessitar do nosso apoio.
Não há que ter medo da morte, há sim que viver e aproveitar todos os dias ao máximo, porque o amanhã poderá não chegar!!
Fico-me por aqui, porque senão fazia aqui um "testamento".

Beijocas

Anónimo disse...

se eu soubesse que morreria amanha... queria ganhar 170 vezes no jogo das minas com o meu parceiro preferido:))))