terça-feira, 31 de julho de 2007

Vim de mini-férias

Olá amigos.
Como devem ter percebido andei um pouco ausente na ultima semana, a razão, como sempre, umas mini-férias merecidas :)
Bem a semana passou-se pela praia e por algumas voltas pela nossa querida capital.
Fui ao mercado medieval de Óbidos, que recomendo a todos irem na próxima edição, que é bastante divertido.
No final da semana fui até a minha segunda terra, Cantanhede, relax total com o ar do campo mas apesar do ar do campo me ter sabido bem confesso que preferi o Rex Bowling hehehe, foi a loucura até doerem os pulsos. Não me posso esquecer da Expofacic, onde fui ver o concerto da Nelly Furtado, que foi Show de bola.
Depois envio umas fotos a quem quiser:)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Dor

dor
será que existe?
talvez não, mas eu sinto-a
odeio-a
apesar de ela estar em mim
a saudade do teu olhar
o desejo do teu toque
nada ficou
apenas recordações
tantos bons momentos
algo que não consigo esquecer
será a morte solução?
não
isso seria reduzir esperança
perder-me em mim
mas que interessa,
sempre que te olho vejo-me a mim
e amo aquilo que vejo
pois és como eu
a dor de te ter tido doí mais do que se nunca te tivesse
pois teria sempre algo porque lutar
agora nada tenho
nem forças
desejo
paixão
ódio por mim
vontade de partir
rumo á lua que insistes em contemplar

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Em busca da felicidade

Quantas vezes não andamos já a procura da felicidade mas nem sempre fizemos tudo para a encontrar.
O problema é mesmo esse muitas das vezes queixamo-nos mas estamos de tal forma habituados as coisas como estão que deixamos andar.
Recomendo a todos verem este filme, “ Em busca da felicidade” um filme baseado numa história verídica. Fica aqui abaixo o argumento do filme.

Chris Gardner (Will Smith) é inteligente e talentoso mas não consegue encontrar um emprego que sustente a família. Sem conseguir suportar a pressão constante da falta de dinheiro, a mulher abandona-o e Chris fica sozinho com o filho de cinco anos. Pai solteiro, Chris continua a lutar por um emprego melhor mas acaba por aceitar um estágio não remunerado na esperança de vir a ser contratado no final por essa empresa promissora. No entanto, sem dinheiro, acaba por ser despejado do apartamento em que vive com o filho e os dois são obrigados a dormir em abrigos, estações de autocarros ou qualquer local que possa servir de refúgio para a noite. Mas, apesar de todos os problemas, Chris continua a ser um pai afectuoso e dedicado, encarando o amor do filho como a força necessária para ultrapassar todos os obstáculos.

Será que algum dia vamos ter a coragem e força dele?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Sonho

Sinto-me só, a solidão invade-me e insiste permanecer.
Sonho contigo, as minhas mãos a deslizam em teu corpo nu, nos teus cabelos, por toda tua pele.
Não te consigo ver, apenas sinto o teu respirar, sinto os teus passos seguindo os meus, sinto os teus sonhos invadindo os meus.

Mantenho a janela da minha alma enamorada de ti, sempre aberta, esperando que um dia me venhas visitar, e resolvas ficar.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ciclos

Ao fim de um dia tudo se resume a isto: o passado cresceu mais um dia e o futuro diminuiu mais um. Mais um pedaço de futuro atirado para o caixote. Todos os dias a mesma rotina, os mesmos sítios, as mesmas caras, as mesmas vozes, os mesmos sons... Dias clonados numa cópia quase perfeita e repetidos até ao infinito.

Sinto-me como um figurante de um filme que assiste apaticamente sem se aperceber que há uma história que se repete constantemente. Por vezes vê algo a passar, por vezes não vê, mas na maior parte das vezes apenas se apercebe de que tudo e vagamente igual, todas as coisas no mesmo sítio, os mesmos sons a encher os ouvidos e que quase que consegue ignorar, as mesmas formas e cores a entrar pelos olhos no mesmo padrão repetitivo e entediante. O tédio supremo da vida olha-nos de cima, do seu trono aborrecido e chato sem se aperceber o quanto enjoa...

Acordo no mesmo quarto todos os dias, a mesma cara no espelho todos os dias, a rua é a mesma todos os dias, os vizinhos são os mesmos todos os dias, o meu carro tem a mesma cor todos os dias, o caminho para o trabalho é o mesmo todos os dias, o local de trabalho é o mesmo todos os dias, o trabalho é o mesmo todos os dias, os colegas de trabalho são os mesmos todos os dias, e acabo por voltar para a mesma casa todos os dias para dormir na mesma cama todos os dias.

Ate as estrelas à noite que parecem mudar lentamente todos os dias, ao fim de um ano voltam de novo a ser as mesmas num ciclo repetitivo anual. Tal como as estrelas nem todos os ciclos são diários e passam despercebidos. O tédio do fim-de-semana que se repete semanalmente, o salário que nem paga metade do trabalho que faço num ciclo mensal, os aniversários que nos lembram que estamos cada vez mais perto da senilidade num ciclo anual. A vida é um constante repetir de uma sequência de factos vulgares e acções sem sentido. Até quando conhecemos alguém, essa pessoa nos lembra de alguém que já conhecemos antes, nem que seja de nós próprios...

E os ciclos repetem-se, todos os dias na esperança que aconteça algo distinto, diferente, um gesto, uma palavra, um novo som, uma pessoa que não nos recorde de ninguém, um novo padrão de cores, um novo caminho, algo que quebre a rotina, que pelo menos inicie um outro ciclo, um diferente e novo, algo que indique que realmente acordamos num novo dia, numa outra história, uma com um final diferente... Uma com um final feliz, como num filme...

Por vezes pergunto-me como era a vida antes do primeiro ciclo se completar…